terça-feira, 4 de abril de 2017

Precisamos falar sobre Jair Bolsonaro. Parte II.



O DEPUTADO JAIR BOLSONARO continua sua cruzada rumo a candidatura à presidência. Jair Messias Bolsonaro coleciona polêmicas e desafetos, mas isso apenas tem feito com que ele pontue em pesquisas de opinião. A pauta defendida pelo deputado tem apelo popular:

Se depender dele, cada cidadão terá uma arma de fogo. Num país onde a maioria da população teme por sua segurança, essas palavras soam como o canto da sereia, seduzindo marinheiros antes que percebam que podem e provavelmente irão se afogar.

Bolsonaro é a extrema direita brasileira. Defende leis mais rígidas e mais poder para polícias. Num país de judiciário lento e tendencioso como o nosso, a esperança de justiça para com os maus seduz. Mesmo sendo velho na política e tendo feito todos os seus filhos viverem dela, no mesmo regime que sempre existiu, Bolsonaro se traveste de novo.

Não se diz contra os gays, mas se posiciona contra o que considera “privilégios” pleiteados pelos LGBTS. Não se diz contra pobres e marginalizados, mas em palestra recente na Hebraica, onde foi aplaudido várias vezes pelos mais de 300 membros que foram ouvi-lo, anunciou que caso vença a corrida eleitoral irá acabar com as reservas indígenas.

Bolsonaro afirmou ter ido a um Quilombo e narrou ter visto um afrodescendente (o mais leve de lá, nas palavras dele) com de 7 arroubas, “eu acho que nem para procriador ele serve mais”. Parece que o “mito” não percebeu que a escravidão acabou e falou do jovem que supostamente viu como se tratasse de um animal, tal qual um senhor de engenho, barão do café ou capitão do mato fariam quando ainda erámos um pais escravagista.

O deputado ainda diz que é preciso mudar a legislação sobre terras indígenas porque onde tem terra de índio tem riqueza embaixo. Bolsonaro quer negar direitos a populações originárias do nosso país como se os índios não fossem gente, não fosse cidadãos.

Bolsonaro é a voz do fascismo brasileiro e deve ser combatido por ser a voz do fascismo. É preciso tornar claro que a oposição que se faz ao parlamentar não é a negação de todas as suas propostas, que realmente precisamos de leis que respondam ao drama que vivemos, que nossas instituições precisam funcionar e que os criminosos têm de ser punidos conforme o seu delito, mas nosso país não pode gestar um novo Dulce ou um Fuher.

Hoje mais de 10% dos brasileiros apoiam o presidenciável que ainda não apresentou propostas para a economia, para a educação, a saúde e a segurança pública. Prender, bater e matar não são políticas de uma democracia, o que ainda somos, graças a Deus.

Precisamos combater as ideias de Bolsonaro enquanto ainda podemos.


Não podemos nos furtar a falar sobre isso.

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