Feliz Páscoa

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terça-feira, 25 de abril de 2017

BALEIA AZUL, DEPRESSÃO JUVENIL E SUICÍDIO. PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO.


Em poucas semanas o Brasil passou a temer mais um desafio criado nas redes sociais. O jogo da baleia azul. O jogo traz uma série de 50 desafios para o jogador e o desafio final consiste em tirar a própria vida. Há grupos privados no facebook com mais de 15 mil pessoas e o participante recebe ameaças caso deseje sair do jogo. Em Pernambuco sete casos são investigados pela polícia e um teria culminado com a morte da jovem Ana Vitória Sena de Oliveira, de apenas 15 anos. O corpo de Ana Vitória foi encontrado no Rio São Francisco, com cortes nos braços e nos pulsos
O que leva alguém a participar de um jogo com desafios macabros e que sugere o fim da própria vida? Como podemos ajudar ou identificar o problema antes que ele se torne ainda mais grave. Pensando nisso convidamos a psicopedagoga Magda Letícia e o psicanalista Daniel Lima para falarem sobre o tema.


É IMPORTANTE PRESTAR ATENÇÃO NOS JOVENS

Magda Letícia
Vemos atualmente uma facilidade de acesso a redes sociais por parte de crianças e adolescentes. Quase todo jovem possui um celular nas mãos, e sendo assim, esta sujeito ao que de negativo,  esse habito possa acarretar. É importante lembrar que os pais e responsáveis devem ter voz ativa sobre o uso destes recursos, e diante disso proibir certas atitudes e comportamentos. Virar a noite no celular , computador e videogame não deve ser permitido, especialmente em dias de semana, quando os jovens tem aula e precisam manter o sono regulado para facilitar a aprendizagem e a concentração. Monitorar os grupos de whatsapp dos filhos é importante também pois assim os pais tem um indicativo dos comportamentos e conversas a que eles estão expostos , e com isso evitar até os ricos de exposição a pornografia e ao abuso sexual.

Existe um linha entre o que é respeito a privacidade e o que é cuidado. É importante que através do diálogo os pais discutam isso com seus filhos,  e caso percebam algo procurem uma ajuda profissional.

Magda Letícia, psicopedagoga.

O PROBLEMA MAIOR NÃO É A BALEIA AZUL



Daniel Lima
Atualmente o jogo baleia azul trouxe a tona um assunto pouco debatido: o suicídio. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), tirar a própria vida é a segunda principal causa da morte para pessoas de 15 a 29 anos e já mata mais que o HIV. A cada 40 segundos, uma pessoa no mundo tira a própria vida e nestas estatísticas pelo menos 32 brasileiros se matam diariamente. Para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas. Se houvesse prevenção, 9 entre 10 pessoas ainda estariam vivas, de acordo com a OMS.  Por esta razão, o psicólogo chileno Marco Antonio Campos, representante do Chile na Associação de Suicidologia para América Latina e Caribe, questiona: 

"Como podemos prevenir o suicídio se não falarmos sobre ele? Como podemos perder o medo da morte se não falarmos sobre isso?".

O jogo da Baleia Azul nasceu na Rússia, em 2015, e se tornou conhecido no Brasil em 2017. Muitos jovens são atraídos por desafios apresentados em jogos eletrônicos pela internet, que estimulam suas emoções e colocam à prova a sua capacidade de realizações e coragem. No entanto, os desafios que a Baleia Azul impõe tem um viés criminoso preocupante, uma vez que os chamados "curadores", por meio de mensagens enviadas pelas redes sociais, estimulam ou instigam o suicídio entre os participantes. O funcionamento do jogo tem uma lógica voyerista, pela qual um jovem cumpre tarefas, como se automutilar, e as registra em vídeos enviados ao “curador”. Não há como avançar no desafio sem submeter vídeos ou fotos que comprovem o cumprimento de cada um dos passos.
O psicanalista Tiago Corbisier Matheus, autor do livro Adolescência: Clínica Psicanalítica (Casa do Psicólogo, 2012) diz o seguinte: "Quando os jovens encontram, no meio virtual, possibilidades de circulação social, por um lado os pais acham 'ah, meu filho está dentro de casa, protegido'. Mas, ao mesmo tempo, eles estão expostos a uma série de outros estímulos que os pais desconhecem". No entanto, o problema não é a tecnologia e o que ela proporciona, mas sim a tendência de os pais sempre estarem mais predispostos a controlar os filhos do que realmente ouvi-los. De modo geral, a internet não é boa nem má, mas entre o adolescente e a tecnologia se faz necessário o gerenciamento dos pais. Deixar o filho solto não dá, porém, também não é algo que possa ser feito de forma invasiva.
Portanto, diante disso, o que podemos fazer? 1) Identificar essas fragilidades, ou tendência depressiva/suicida; 2) criar meios de ajuda construindo pontes relacionais; 3) escutar de maneira empática, isto é, escutar atentamente o que está sendo anunciado na sua fala de forma explicita ou não; 4) instruir o jovem a procurar ajuda profissional quando preciso; 5) discutir abertamente sobre o tal jogo e outros assuntos pertinentes. Sendo assim, é fundamental criar um espaço de fala onde os jovens expressem incômodos causados por qualquer jogo ou situação em que se envolveu, pois eles apresentam sinais que são verdadeiros gritos de socorro. Contudo, é de vital importância a presença dos pais fortalecendo vínculos afetivos com seus filhos estabelecendo confiança, de modo que os jovens tenham a certeza de um porto seguro. Afinal, sua presença é insubstituível, não tente substituí-la com presentes.


Daniel Lima, psicanalista.

JOVEM COMETE SUICÍDIO EM ARCOVERDE


Um adolescente da cidade de Arcoverde, Sertão Pernambucano, foi encontrado sem vida por familiares no primeiro andar de sua residência. O jovem se enforcou e há suspeitas de que ele estaria participando do jogo baleia azul.

Segundo áudio que circula na internet, o adolescente não teria sido visto por horas  e o um dos familiares lembrou que ele gostava de ficar sozinho naquele local para ouvir músicas. O corpo foi encontrado já roxo e ninguém saberia os motivos que o levaram a fazer isso.

A polícia já investiga sete caso em Pernambuco que podem ter ligação com o jogo baleia azul.
No perfil do jovem na rede social há uma mensagem deixada por ele em inglês: What if I can sing anymore? What if my melodies are the only... Everyone welcome to my funeral.

“E se eu não puder mais cantar? E se minhas melodias não forem as únicas... Todos bem-vindos ao meu funeral”.

Nas redes sociais as mensagens de apoio aos familiares se junta aquelas de perplexidade, já que para os colegas, tudo parecia bem.

O jogo da baleia azul será tema de um post para procurar esclarecer pais e jovens que queiram ajudar pessoas a não chegarem ao extremo ponto de retirar a própria vida. 

A depressão juvenil precisa entrar no debate das escolas e na conversa com pais e filhos.

sábado, 22 de abril de 2017

ATÉ QUANDO ACEITAREMOS ISSO?

Um ano após o impeachment de Dilma Rousseff muitas coisas ficaram claras aos brasileiros:

O mau governo de Dilma não acabou por crime cometido pela mesma, foi interrompido após um grande acordo envolvendo corruptos, canalhas e poderosos ameaçados com o desenrolar da Operação Lava Jato.

Como a Lava Jato não depende apenas do juiz Moro, os figurões perceberam que ela ia avançar para outros partidos além do PT. Alguém tinha de estancar a sangria, segundo Jucá.

E depois do show de horrores e dos votos justificados por Deus, pela família, pelos netos, pelo prefeito de Montes Claros (preso por corrupção) e do voto decisivo do deputado Bruno Araújo (investigado por corrupção), vemos que todos os articuladores do golpe à nossa frágil democracia estão atolados até o pescoço com escândalos e supostas roubalheiras do dinheiro público. Aécio, Alckmin, Serra, Renan, Cunha (preso), quem escapou? 

A nós parece que todos calçam 40. E o Lula? Por que o povo ainda insiste em defender o Lula se aparentemente todos calçam 40? Nunca caiu nada da mesa dos outros para os pobres. Eles comiam caviar e nada sobrava para quem queria feijão com arroz. Lula não parece muito fã de caviar, então dos seus churrascos sobrou carne, feijão, arroz, farinha e vez ou outra uma cervejinha que ainda não tinha esquentado para melar a boca do brasileiros.

Os falsos moralistas caíram quase todos. Faltam os que ainda não chegaram no último degrau para depois tropeçar. Essa percepção tem provocado desencanto em relação a política. O povo está anestesiado diante de tanto escândalo e da novelização da pilantragem. E nesse estado de letargia, tem deixado os larápios da república roubarem mais do que dinheiro, está permitindo que roubem sonhos, esperanças e direitos adquiridos ao longo da história.

O governo de Michel Temer (acusado de receber mais de 40 milhões em propina e com 9 dos seus ministros investigados por corrupção) já conseguiu aprovar terceirização irrestrita, congelou investimentos em saúde, educação, segurança e saneamento por 20 anos e agora avança para rasgar as leis trabalhistas e impedir os mais pobres de aposentarem.

Até quando aceitaremos isso?

Os deputados federais e senadores deixam claro que seu interesse está sem se proteger da justiça e assegurar privilégios (cargos e emendas, dinheiro, poder). O povo não está entre suas prioridades.

Eles não temem os que ficam em casa, esperando que um milagre aconteça.

O medo deles está naqueles que vão até as ruas, os que usam de sua presença nas redes sociais para externar seu descontentamento e se unem às multidões para reivindicar seus direitos e se opor a esse mar de maldades e injustiças.

Dia 28 várias centrais sindicais e movimentos organizados convocaram uma greve geral.

Será mais uma batalha nessa guerra contra o desmonte do nosso pais.

Mais uma batalha contra a corrupção.

De que lado você vai estar? Dos que vão lutar pelos direitos do povo ou dos que continuarão aceitando que corruptos mantenham seus privilégios ao custo do seu trabalho e da sua velhice?

Até quando vai aceitar isso?

quarta-feira, 19 de abril de 2017

PREFEITURA DE VENTUROSA ANTECIPA PAGAMENTO DE SERVIDORES


A Prefeitura de Venturosa antecipou o pagamento dos servidores públicos municipais para o dia 20, quinta-feira. A notícia é bem recebida, pois os salários são creditados antes do feriado de Tiradentes. O órgão ainda avisou que esse mês os professores do município receberão reajuste salarial e pagamento retroativo aos meses iniciais.

terça-feira, 18 de abril de 2017

ANGÚSTIA E PÓS MODERNIDADE - Artigo do Psicanalista Daniel Lima



Mais uma vez esse blog tem o prazer de publicar um artigo do psicanalista Daniel Lima. Esse mês o autor aborda o tema da angústia. O mundo atual tem golpeado duramente o espírito humano, impondo padrões quase inalcançáveis de beleza estética e propagando um modelo artificial de felicidade vinculado a capacidade de consumo. Esse clima de constante cobrança, de virtualização da vida, de felicidade aparente tem provocado marcas profundas nas pessoas. Daniel aborda, com o talento e objetividade que lhe são comuns, a angústia na pós-modernidade. Boa leitura! 


ANGÚSTIA E PÓS-MODERNIDADE

A ansiedade faz parte da vida das pessoas e acontece devido a um aumento de tensão inesperado, ou mesmo previsto, sempre que surge algum tipo de ameaça. Quando a ansiedade é excessiva, corremos o risco de desenvolver distúrbios. Esta situação pode ser percebida claramente, quando as sombras e os medos criados interferem na nossa vida pessoal e profissional. Sendo assim, devemos perguntar a nós mesmos se a ansiedade está nos atrapalhando de modo geral, pois ela pode se desenvolver em qualquer situação, real ou imaginária. Desta forma, a ansiedade pode acontecer por inúmeros motivos, no campo dos acontecimentos, sentimentos ou mesmo comportamentos. As causas mais comuns estão ligadas a medo, preocupação e pressa.

Nem sempre a ansiedade estará ligada a sintomas físicos. Às vezes, a pessoa sofrerá um ataque de pânico ou desenvolverá uma fobia sem saber o porquê. Alguns sintomas psicossomáticos podem ser: palpitações, boca seca, dilatação das pupilas, falta de ar, transpiração, sintomas abdominais, tremores e tontura. As reações emocionais incluem irritabilidade, dificuldade de concentração, inquietação e fuga das situações ou objetos temidos.

Ansiedade é a expressão sintomática de um conflito emocional interno que ocorre quando certas experiências, sentimentos e impulsos perturbadores são suprimidos da consciência. Mas os conteúdos mantidos no inconsciente retêm grande parte da catexia psíquica original. A liberação de lembranças ou impulsos proibidos, que buscam gratificação, provoca ansiedade por ser ameaçadora para o ego. O mesmo ocorre quando experiências traumáticas, profundamente soterradas, assolam o ego, exigindo uma elaboração das suas angústias através da fala no setting analítico.

Segundo especialistas, o mal dos tempos modernos é a ansiedade, que vem crescendo de forma rápida e impiedosa, tomando conta do Brasil e do mundo. Durante décadas esse sintoma foi subestimado, mas hoje se reconhece que ele pode inviabilizar a vida social e profissional do sujeito. Mesmo assim, poucas pessoas buscam tratamento para entender a causa antes que cheguem ao limite. De acordo com dados da Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas em nossos dias. Os levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que atualmente cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade.

Peço licença para, neste texto, trocar a palavra ansiedade pela palavra angústia. Houve uma discussão ocasionada pela tradução da palavra que Freud utilizou: angst, traduzida para o Português, na Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, como ansiedade. No entanto, a Companhia das Letras, em 2014, lançou As Obras Completas volume 17 e considera mais adequado traduzir como angústia, expressão própria da Psicanálise.

Sigmund Freud, ao chegar aos 70 anos de idade, lança hipóteses inovadoras sobre a origem da angústia, que tornam caducas as anteriores. De fato, durante mais de 30 anos, ele se ateve a uma concepção biológica do mecanismo de aparição da angústia, segundo a qual, uma libido insatisfeita encontraria uma via de descarga, transformando-se diretamente em angústia como: “(...) ela [a angústia] está para a libido mais ou menos como o vinagre está para o vinho” (Freud, 1905d, nota acrescentada em 1920, p. 168). Ele estudou a angústia em dois momentos de sua obra. Na primeira formulação, a angústia seria consequente à repressão, o que provocaria uma libido acumulada que funcionaria de uma maneira “tóxica” no organismo. A partir de sua monografia inibições, sintomas e angústias (1926), conceituou de forma inversa, ou seja, a repressão é que se processa como uma forma de defesa contra a ameaça de irrupção da angústia.

A sociedade pós-moderna nos impõe condições de vida que favorecem uma angústia cada vez maior e, por isto, a população deve estar preparada para lidar com elas. Uma ferramenta essencial, que está à disposição de todos, é a Psicanálise, um método investigativo do sujeito, que trabalha conteúdos inconscientes sem o qual o sujeito não é capaz de lidar com frustrações do passado, que se repetem no presente.

Daniel Lima – Psicanalista
(87) 99210-5658
Atendimentos:
Rua Manoel Soares de Melo, 154, Centro, Arcoverde-PE

Casa São José, Rua Gerônimo Tenório, 17A, Centro, Venturosa-PE

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Estupro e violência explodem em Pernambuco. Até quando suportaremos isso?Artigo de Opinião


Ia começar esse post com um lugar comum: “os dados mostram que”, mas não dá. Não são apenas dados, são vidas humanas que se perdem ou são permanentemente marcadas pela ação de criminosos. E duas realidades grotescas que revelam, além da incapacidade do atual governo da área da segurança pública, o quanto nossa sociedade adoeceu nos últimos anos.

Como revelou reportagem da Folha de São Paulo, apenas nesses primeiros meses de 2017, os casos de homicídio no estado de Pernambuco aumentaram em 47%, ou seja, de janeiro até agora o estado registrou nada mais nada menos que 974 homicídios, 17 por dia.

A polícia foi avisada de que não deve divulgar notas negativas para a imprensa. Como que não assumir a barbaria que tomou conta do estado fizesse os bandidos roubarem e matarem menos. Se não tocar no assunto desse melhores condições a nossas polícias, desde salários a materiais de trabalho, viaturas, armamento e treinamento para que maus policiais não colocassem os bons no mesmo balaio diante da opinião pública, minha boca seria um túmulo.

O governo Paulo Câmara fracassou na segurança pública, está à deriva, indo rápido para o encontro com o iceberg e quem sofrerá mais somos nós, os passageiros da terceira classe. Lembra o que aconteceu com a terceira classe no filme Titanic?

Nossas polícias sofrem com esse desgoverno e o despreparo de alguns policiais causa revolta.

Edvaldo Marques, de 19 anos, faleceu após ser atingido pelo disparo de um policial. Edvaldo não estava fugindo da polícia e não havia cometido nenhum crime quando foi covardemente alvejado. Edvaldo protestava por mais segurança na cidade de Itambé, Mata Norte de Pernambuco.

O cidadão pernambucano sabe que corre perigo constante. Nas cidades do interior as madrugadas são marcadas ou por explosões a caixas de banco ou por assaltos (alguns seguidos de morte). O Pacto pela vida, vitrine de Eduardo Campos, entrou em coma no governo Paulo Câmara e não há sinais de que irá despertar.

ESTUPROS.



Em apenas três meses, 497 casos de estupro foram registrados no estado. Os dados são da Secretaria de Defesa Social – SDS – e correspondem a casos de ambos os sexos. Em 2016 foram 2.196 casos registrados. Esses números dizem respeito aos casos que são investigados, então, não podemos desprezar a imensa quantidade de abusos que não são relatados porque as vítimas sentem vergonha, não têm acesso aos órgãos competentes ou que preferem viver com a dor que denunciar o agressor, que num grande número deles, é alguém da própria família.

O estupro é um crime bárbaro que denuncia aspectos nocivos de nossa sociedade. Ele não é motivado por supostas necessidades hormonais, é um ato de violência para dominar, se apropriar do outro, que é tratado como se fosse uma coisa, um objeto. É um crime que é cometido por quem deseja sentir-se poderoso, alguém que sente prazer em provocar a sujeição ou humilhação do outro.

Diante de tanta violência, parte da população deseja medidas extremas, como castração química ou pena de morte para estupradores. Essas medidas não são impeditivas, já que o machismo ainda impera e as mulheres ainda são tratadas como objetos desde sua infância.
Ganhou destaque nos noticiários o caso de estupro seguido de assassinato da fisioterapeuta Tássia Mirella Sena, de 28 anos. Ela foi morte por um vizinho, Edvan Luiz da Silva, 32, administrador de uma loja de cosméticos e filho de um casal de comerciantes. O crime ocorreu num bairro de classe média alta. O perigo que ronda as mulheres é constante, já que o machismo não está restrito as áreas periféricas e não está limitado por renda ou instrução.

Em Venturosa, Agreste de estado, a cidade chorou o assassinato brutal da jovem Vitória Souza, de apenas 13 anos. Um crime que até hoje não foi devidamente explicado, mas que chamou a atenção de todos para a falta de segurança. Lembrando que a população cobra ações nesse sentido desde que quadrilhas de roubo de celulares se instalaram na cidade. Lotéricas, Farmácias e lojas comerciais já foram vítimas de assaltos a luz do dia e tudo o que se tem certeza é de que a maioria dos bandidos está livre e permanece impune.

Vivemos uma época difícil, de crise ética, moral, social, política e econômica. É tempo de dores, mas crises também podem provocar crescimentos. Depende de como nos comportaremos e do caminho que escolheremos seguir. A solução está em nós e no nosso poder de decisão. Um passo significativo poderá ser dado em 2018, renovando nossos agentes políticos e escolhendo projetos que tenham efeito a curto, médio e longo prazo. Aventureiros extremistas gritam palavras de ordem e parecem ter solução fácil, mas não precisamos de outro Hitler no mundo. Precisamos de um novo Brasil, um novo Pernambuco, um construído por nós, pautado no bem-estar de nossa gente. Dá trabalho, mas é possível.

Não podemos esperar que algum iluminado venha resolver tudo por nós. Na questão de segurança pública devemos cobrar de todos os agentes públicos que podem e devem fazer alguma coisa para combater a escalada da violência. Nos municípios prefeitos podem e devem buscar auxílio do governo do estado, mas também devem agir de forma inteligente e eficiente. Quanto custa para instalar câmeras de segurança nas principais ruas e avenidas, por exemplo? Dá para modernizar guardas municipais e agir de forma integrada com polícias civil e militar? Pode-se modernizar a legislação municipal para que os infratores passem a ser punidos e não sigam certos de sua impunidade ameaçando a integridade do patrimônio público e das pessoas? 

Ou nos conscientizamos de nossa força e que somos parte da solução ou continuaremos onde estamos, à beira do precipício. Não se consegue resultados direferentes agindo sempre da mesma maneira.


Emerson Luiz

domingo, 16 de abril de 2017

ACIDENTE NA MADRUGADA DO DOMINGO DE PÁSCOA

Segundo relatos enviados ao blog por um leitor, houve um acidente próximo ao sítio carrapateira, nas margens da BR 424, que liga o município de Venturosa a Garanhuns. 

Uma van, modelo Splinter, teria invadido a contramão e se chocado com a parede da ponte e caído em baixo da mesma. Duas pessoas estavam no veículo e, segundo a informação, uma delas ficou em estado grave. 

Populares perceberam o ocorrido e ligaram para os bombeiros e para a Unidade Justa Maria Bezerra em Venturosa, permanecendo no local até o atendimento as vítimas ser realizado.

As duas vítimas não foram identificadas até o fechamento do post.

BALEIA AZUL, DEPRESSÃO JUVENIL E SUICÍDIO. PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO.

Em poucas semanas o Brasil passou a temer mais um desafio criado nas redes sociais. O jogo da baleia azul. O jogo traz uma série de 50...